Sexta, 06 de Março de 2026
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Prefeita de Campo Grande critica aliança política e acusa machismo  na quebra de acordo

Adriane Lopes acusa discriminação de gênero após Bolsonaro mudar apoio político em Campo Grande

11/07/2024 às 08h43
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), voltou a comentar nesta quarta-feira (10) a recente aliança entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Valdemar da Costa Neto (PL), Eduardo Riedel (PSDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB) para apoiar Beto Pereira (PSDB). Adriane esperava receber o apoio de Bolsonaro, conforme um acordo anterior feito entre Tereza Cristina e o ex-presidente, mas foi surpreendida pela mudança de posicionamento após uma conversa entre Bolsonaro, Riedel e Reinaldo em Brasília.

Em entrevista à Rádio Hora, a prefeita sugeriu que a quebra do acordo pode ter sido influenciada pelo fato de ela e Tereza Cristina serem mulheres. “Acordos na vida são feitos para serem cumpridos. Eu sou mulher e, quando dou minha palavra, eu cumpro. Esse foi um acordo quebrado e, talvez por eu e Tereza Cristina sermos mulheres, ficou mais fácil quebrar este acordo na política… O que eles não entenderam é que Campo Grande não tem um dono e as pessoas são livres. Eu continuo sendo de direita, mantendo meus princípios, valores, defendendo a bandeira do conservadorismo”, declarou.

Apesar da decepção, Adriane Lopes, que buscará a reeleição, mantém sua confiança no apoio da direita em Campo Grande. “Os conservadores de Campo Grande têm uma alternativa. Nós vamos seguir firmes, trabalhando, avançando. Acredito muito na força do trabalho, na proposta que estamos fazendo para nossa cidade. Campo Grande não pode retroceder. Vou dizer para o conservadorismo, direita de Campo Grande: eles têm uma alternativa”, afirmou.

Refletindo sobre o impacto político da decisão, a prefeita expressou sua convicção de que pode superar o grupo formado principalmente pelo pré-candidato do PSDB. “Uma coisa são as decisões partidárias, mas as pessoas de Campo Grande são livres para fazerem suas escolhas. O eleitorado de Campo Grande não tem dono. Estamos em uma democracia. Os partidos podem tomar decisões, mas esqueceram que as pessoas não estão à venda”, analisou.

Adriane Lopes concluiu reafirmando seu compromisso com os princípios e valores conservadores, destacando a importância de manter o progresso da cidade e assegurar que os eleitores tenham uma escolha real nas próximas eleições.

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