Quinta, 05 de Março de 2026
Publicidade

A batalha pela CPI em Campo Grande: Disputa acirrada pelas vagas e o futuro da investigação

Com parecer favorável para a abertura, os partidos iniciam a definição dos membros, e o contrato do Consórcio Guaicurus com a prefeitura ganha protagonismo

17/03/2025 às 10h56
Por: Tatiana Lemes
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A CPI que promete agitar os bastidores da Câmara de Campo Grande começa a ganhar corpo, e os próximos capítulos dessa novela política devem ser decisivos. Após o parecer de apoio da Procuradoria para a abertura da comissão, agora é uma vez a Casa Legislativa indicar os membros que irão compor a CPI. O foco: investigar o contrato do Consórcio Guaicurus com a Prefeitura de Campo Grande, um tema que promove a movimentação do cenário político da cidade.

Com base no regimento interno e no pedido formal, o presidente da Câmara, Papy (PSDB), tomará a decisão de formalizar a instalação da CPI, que terá 120 dias para concluir seus trabalhos. Depois de definir a instalação, caberá aos vereadores escolher os cinco membros da comissão, que, por sua vez, elegerão o presidente e o relator da CPI.

Composição e Proporcionalidade

O cenário para a composição da CPI já começa a esquentar nos corredores da Câmara. Com a abertura oficial da comissão, os vereadores começam a discutir sobre quem ocupará as vagas. No entanto, um dos principais pontos de debate gira em torno da proporcionalidade de bancadas, o que pode deixar um dos autores do requerimento fora da comissão.

Júnior Coringa (MDB), com sua bancada de apenas dois vereadores, poderá ficar de fora da CPI, já que, de acordo com a proporcionalidade, ele não tem direito a uma vaga. O PSDB, por ser o maior partido com cinco vereadores, terá direito a uma vaga, o mesmo acontecendo com o PP (quatro vereadores). Já o PL, PT e União Brasil, com três vereadores cada, terão direito a uma vaga cada.

A composição da CPI, portanto, depende de acordos entre os partidos. Caso algum partido decida abrir mão de sua vaga, a regra de proporcionalidade poderá ser flexibilizada e o quinto membro da comissão será escolhido fora dessa lógica.

Quem Assina e Quem Fica de Fora

No PSDB, o primeiro a concordar com o pedido de Flávio Cabo Almi, e a expectativa é que ele seja indicado para a comissão. No entanto, outros membros do partido, como Papy, Dr. Victor Rocha e Silvio Pitu, também podem entrar na disputa. O único vereador do PSDB que não assinou nenhum dos requisitos ao professor Juari.

No PP, Maicon Nogueira é o único que assinou o pedido e pode ser o nome indicado para a comissão. Já Delei Pinheiro, Professor Riverton e Beto Avelar, líderes da prefeita, não concordaram com o requisito e, por isso, ficaram fora da disputa.

No União Brasil, o autor do pedido, Dr. Lívio, não enfrentará dificuldades para garantir a vaga, já que ocupa a presidência da Comissão de Transporte. No PL, Ana Portela, integrante da comissão de transporte, deverá ser indicada para ocupar a vaga da legenda. O PT ainda não define quem ocupará sua vaga, mas nomes como Landmark, líder da campanha “ar-condicionado no busão”, estão se movimentando para garantir a indicação.

O Desfecho da CPI

Com a instalação da CPI previu a acontecer, a divulgação nos bastidores se intensificaram, e o que parecia um processo burocrático começa a se tornar uma verdadeira guerra política. A composição da comissão será um reflexo do jogo de forças entre os vereadores e dos acordos que estão sendo feitos. A investigação do contrato do Consórcio Guaicurus com a Prefeitura de Campo Grande promete revelar desdobramentos importantes, e o cenário político local aguarda ansiosamente pelos próximos passos dessa novela na Câmara.

Receba as principais notícias do Brasil pelo WhatsApp. Clique aqui para entrar na lista VIP do WK Notícias e siga nossas redes sociais. 

*Com informações Investiga MS

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Articulação em Brasília consolida Azambuja e Riedel como líderes do campo conservador em MS e esvazia ala radical da direita
Política Há 20 horas Em Mato Grosso do Sul

Articulação em Brasília consolida Azambuja e Riedel como líderes do campo conservador em MS e esvazia ala radical da direita

Reunião com Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho reafirma comando político no Estado e neutraliza movimentos paralelos dentro do PL
Aposta na Competitividade: o Xadrez Fiscal de Riedel e o Futuro do MS
Política Há 1 mês Em Mato Grosso do Sul

Aposta na Competitividade: o Xadrez Fiscal de Riedel e o Futuro do MS

Em meio à elevada carga tributária nacional, Mato Grosso do Sul se destaca como o estado com o menor ICMS do país. A decisão do governador Eduardo Riedel de não aumentar impostos rompe com a lógica arrecadatória tradicional e exige forte ajuste interno. Com cortes de gastos e investimentos estratégicos, o governo aposta no crescimento econômico como caminho para preservar a competitividade e o poder de compra da população, projetando um legado que ultrapassa o calendário eleitoral.
MS se destaca entre os estados que mais geraram empregos no país: análise e entrevista exclusiva com Wilton Acosta
Entrevista Há 4 meses Em Mato Grosso do Sul

MS se destaca entre os estados que mais geraram empregos no país: análise e entrevista exclusiva com Wilton Acosta

Com índice de desemprego entre os mais baixos do país, o Mato Grosso do Sul consolida-se como polo de geração de empregos — e o mérito da virada está mais no planejamento regional do que em ações do governo federal
Reforma de Riedel REORGANIZA Forças para 2026: Nova Disputa por Espaços e o Xadrez Político no MS
Política Há 4 meses Em Mato Grosso do Sul

Reforma de Riedel REORGANIZA Forças para 2026: Nova Disputa por Espaços e o Xadrez Político no MS

Ajustes estratégicos ganham força com a troca na Casa Civil, pressão por novos espaços, ascensão de Rose Modesto e a consolidação da dupla Azambuja-Contar no Senado que empurra Nelsinho Trad para a oposição.