Quinta, 05 de Março de 2026
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Câmara de Campo Grande cria canal para denúncias e inicia CPI para investigar transporte coletivo

A escuta aberta promete sigilo absoluto e visa apurar irregularidades na frota e contratos do sistema de transporte; vereadores já atenderam mais de 30 requisitos para investigação

25/03/2025 às 11h42
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Campo Grande deu início a uma importante ação para investigar o sistema de transporte coletivo da Capital. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada para apurar possíveis irregularidades na frota, contratos e fiscalização do serviço, e, para garantir a participação popular, foi criada um canal de comunicação para que os usuários possam relatar problemas relacionados ao transporte público.

O novo canal funcionará como uma ouvidoria e garantirá sigilo total aos cidadãos que decidirem denunciar irregularidades. As reclamações podem ser feitas através do telefone (67) 3316-1514 ou pelo e-mail cpidotransporte@camara.ms.gov.br . Este espaço ficará aberto mesmo após o término da CPI, que terá um prazo inicial de 120 dias, com possibilidade de prorrogação.

A CPI do Ônibus, como é chamada, já realizou sua primeira reunião, onde foram definidos os próximos passos da investigação. Durante a reunião, mais de 30 requisitos foram apresentados pelos vereadores, que buscam informações previstas sobre os contratos entre o consórcio responsável pelo transporte e a prefeitura, além de documentos sobre a idade e o estado de conservação dos veículos utilizados no sistema.

De acordo com a relatora da CPI, vereadora Ana Portela, os primeiros requisitos de envolvimento de entregas à Prefeitura de Campo Grande e aos órgãos competentes. Ela afirmou que, embora as oitivas ainda não tenham começado, espera-se que, em até 15 dias, as primeiras testemunhas sejam ouvidas.

Os vereadores também definiram que a CPI irá apurar questões como a utilização da frota dentro dos limites contratuais e o equilíbrio financeiro das operações após a aplicação de subsídios públicos. A fiscalização do serviço, realizada pela Agência de Regulação de Serviços Públicos (Agereg) e pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), também será tema da investigação.

O trabalho da CPI promete intensificar a cobrança sobre o serviço de transporte coletivo e garantir maior transparência sobre a gestão dos contratos, atualizando melhorias para os usuários da Capital.

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*Com informações Investiga MS

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