A abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o transporte coletivo em Campo Grande revelou a inação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) e da Câmara Municipal no acompanhamento e fiscalização do serviço. A investigação tem como foco a análise do Termo de Ajuste de Conduta (TAG) firmado em 2020 entre o Consórcio Guaicurus e a Prefeitura, que previa 29 ações para melhorar o sistema de transporte, mas foi negligenciado ao longo de quatro anos.
O TAG, mediado pelo conselheiro afastado Osmar Jeronymo, prometia melhorias na manutenção da frota e no sistema de transporte público, com prazos curtos para execução e penalidades previstas para descumprimentos. Contudo, nenhuma sanção foi aplicada, e o acordo permaneceu arquivado sem transparência sobre seu andamento.
A CPI também investiga o papel da Agereg e da Agetran na fiscalização das obrigações contratuais. O conselheiro Jerson Domingos, agora responsável pelo caso, deve apresentar o relatório final ao plenário do TCE, mas as falhas de gestão já repercutem como símbolo de descaso com o transporte público da Capital.
Após dez tentativas frustradas de abertura da CPI nos últimos anos, a pressão popular e política finalmente levou à criação da comissão, que promete apurar responsabilidades e expor os culpados pelo colapso do sistema.
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*Com informações Investiga MS