Quinta, 05 de Março de 2026
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CPI revela que 300 ônibus da frota de Campo Grande estão acima do limite e cobra renovação urgente

Auditoria aponta que frota do Consórcio Guaicurus compromete qualidade do transporte público; Agereg deve notificar empresa para renovação até o fim do ano

06/05/2025 às 09h19
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Izaias Medeiros
Foto: Izaias Medeiros

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público de Campo Grande trouxe à tona, nesta segunda-feira (5), informações preocupantes sobre a frota de ônibus da cidade. Durante o depoimento do diretor-presidente da Agereg, José Mário Antunes da Silva, foram revelados detalhes de uma auditoria concluída no final de abril, que apontou que cerca de 300 veículos do Consórcio Guaicurus estão operando além do limite prudencial de uso, comprometendo a qualidade do serviço prestado à população.

José Mário explicou que a Agereg tem a responsabilidade de fiscalizar o contrato de concessão do transporte público, que atualmente conta com 460 veículos. A frota, no entanto, apresenta uma idade média de 8,4 anos, muito superior ao limite de cinco anos estabelecido pelo Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), firmado com o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado.

Durante a oitiva, o presidente da CPI, vereador Dr. Lívio, e a relatora, vereadora Ana Portela, destacaram que a situação da frota é ainda mais grave do que os números indicam. “Recebemos documentos que apontam veículos com até 13 anos de idade”, afirmou Ana Portela, deixando claro que a discrepância entre a realidade da frota e os documentos oficiais é alarmante.

A Agereg, que possui apenas quatro servidores para fiscalizar todos os contratos de concessão de serviços públicos na Capital, iniciou conversas com o Consórcio Guaicurus para a renovação dos veículos. José Mário afirmou que a previsão é de que até o fim deste ano, 300 novos ônibus sejam adquiridos, com possibilidade de que sejam movidos a gás natural, visando maior sustentabilidade.

Denúncias e Próximos Passos

Até o momento, a CPI recebeu 470 denúncias da população sobre o serviço de transporte público. A falta de qualidade no transporte coletivo tem gerado reclamações recorrentes, o que reforça a importância da investigação e da ação corretiva.

A CPI segue com seus trabalhos e, na próxima quarta-feira (7), ouvirá novos depoentes importantes para a apuração, como Giuseppe Bitencourt, auditor-chefe de Planejamento da Agetran, e Luiz Cláudio Pissurno Alves, auditor-chefe de Execução da Agetran. As oitivas acontecerão no Plenarinho Edroim Reverdito, na Câmara Municipal de Campo Grande, e devem continuar a esclarecer a situação da frota e as condições do transporte público na cidade.

A renovação da frota e a fiscalização mais rigorosa seguem como prioridades para a comissão, que promete seguir pressionando por melhorias concretas no sistema de transporte público de Campo Grande.

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