Quinta, 01 de Janeiro de 2026

Defesa de Bolsonaro assume protagonismo e desmonta acusações da PGR no STF

Sustentação oral reforça inocência do ex-presidente e questiona provas do processo

03/09/2025 às 10h22
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (3) o julgamento da ação penal que investiga a suposta trama golpista de 2022, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do “núcleo crucial” da Ação Penal nº 2.668. A sessão da manhã teve como grande destaque a sustentação oral da defesa de Bolsonaro, conduzida com firmeza pelo advogado Celso Villardi.

Por volta das 10h15, Villardi assumiu o protagonismo da sessão, contestando cada ponto das acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR). “Não há provas que liguem Bolsonaro ao 8/1”, afirmou o defensor, destacando falhas nas alegações e a fragilidade das testemunhas, em especial Mauro Cid. “Esse homem foi pego na mentira pela enésima vez. Não é confiável”, completou.

Villardi criticou ainda o tempo limitado para análise das provas, lembrando que a defesa ainda não teve acesso pleno aos documentos da PGR, o que comprometeria o direito de contestar as alegações de forma justa. Ele reforçou que Bolsonaro não pode ser responsabilizado pelos atos de 8 de janeiro, apontando inconsistências e lacunas nos depoimentos que sustentam a acusação.

O advogado enfatizou também questões de imparcialidade no processo, afirmando que a condução pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, “não pode transformar o juiz em protagonista do julgamento”. Cada argumento foi detalhado para contestar a narrativa da PGR e destacar a inocência do ex-presidente.

A defesa de Bolsonaro teve atenção máxima dos ministros da Primeira Turma e da imprensa, consolidando Villardi como protagonista do julgamento. A atuação incisiva reforça a estratégia de contestar a acusação de liderança da suposta trama golpista e coloca em dúvida a consistência das provas apresentadas pela PGR.

O julgamento segue em curso, com expectativa de que as sustentações orais concluam a primeira fase e preparem o terreno para os votos dos ministros, incluindo o do relator Alexandre de Moraes, na segunda semana. Até lá, a defesa de Bolsonaro mantém posição firme e estratégica, desafiando as acusações e reforçando a inocência do ex-presidente.

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*Com informações Metrópoles

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