Segunda, 01 de Junho de 2026
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Fogo amigo, disputa no PL e pesquisas acirram guerra política por 2026 em Mato Grosso do Sul

ovimentações de bastidores, desistências estratégicas e novas pesquisas eleitorais embaralham o cenário para Senado, Câmara Federal e Governo do Estado

01/06/2026 às 13h00
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A corrida eleitoral de 2026 em Mato Grosso do Sul entrou em uma nova fase de tensão política, marcada por disputas internas, reconfiguração de chapas e pesquisas que começam a influenciar diretamente as estratégias dos partidos. Enquanto o PL tenta resolver a disputa por uma vaga ao Senado, o PSDB enfrenta uma ofensiva de bastidores que ameaça sua chapa de deputados federais.

No ninho tucano, pré-candidatos afirmam estar enfrentando uma tentativa de “fogo amigo” promovida por grupos políticos que enxergam o crescimento da legenda como uma ameaça aos próprios projetos eleitorais. Após perder três deputados federais, o partido surpreendeu ao reorganizar sua chapa e voltar ao radar das articulações para a Câmara Federal.

O vereador Professor Juari, um dos nomes confirmados na disputa, criticou duramente os ataques internos e afirmou que parte dos responsáveis pela tentativa de enfraquecimento do PSDB são figuras que cresceram politicamente dentro da própria estrutura tucana. Segundo ele, a legenda segue competitiva e pode ganhar ainda mais força caso o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, confirme candidatura presidencial.

A ex-secretária de Cidadania Viviane Luiza também minimizou os rumores sobre o enfraquecimento da chapa e classificou as movimentações como naturais quando um grupo passa a demonstrar potencial eleitoral. Além deles, a vice-prefeita de Corumbá, Bia Cavassa, e a presidente da Câmara de Dourados, Liandra Brambila, aparecem entre os nomes já confirmados para a disputa.

Enquanto o PSDB tenta resistir às pressões, o PL vive sua própria batalha interna. A principal mudança da semana foi a desistência de Naiane Bitencourt da pré-candidatura à Câmara Federal e seu afastamento da vida pública. A decisão altera completamente os planos do partido e beneficia diretamente o deputado federal Marcos Pollon, que passa a ter mais espaço dentro da legenda caso não seja escolhido para disputar o Senado.

A saída de Naiane também provocou uma nova troca no comando do PL Mulher em Mato Grosso do Sul. A vereadora Ana Portela assumiu a presidência estadual do segmento feminino, em mais uma mudança que evidencia a disputa por influência dentro do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

No centro das atenções está a definição de quem será o segundo nome do PL na corrida pelo Senado. O presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, autorizou uma pesquisa interna para auxiliar na escolha entre os postulantes da legenda, enquanto os bastidores já discutem possíveis suplentes para a chapa.

As pesquisas divulgadas nos últimos dias mostram um cenário competitivo. Levantamento da Fiems em parceria com o Instituto Opinião aponta liderança de Reinaldo Azambuja em todos os cenários testados para o Senado, com disputa acirrada pelas demais posições.

No principal cenário, Reinaldo aparece com 38,7% das intenções de voto, seguido por Capitão Contar com 33,7% e Nelsinho Trad com 26,1%. Já quando Marcos Pollon é retirado da simulação, a dupla formada por Reinaldo e Contar amplia a vantagem sobre os concorrentes.

O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MS-02139/2026, ouviu mil eleitores entre os dias 25 e 27 de maio e possui margem de erro de três pontos percentuais.

Na Assembleia Legislativa, outro capítulo chegou ao fim com a consolidação da mudança partidária do deputado Lucas de Lima para o PL, encerrando uma novela política que se arrastava há meses.

Com pesquisas movimentando os bastidores, disputas internas crescendo e partidos reorganizando suas chapas, Mato Grosso do Sul inicia a construção da eleição de 2026 em clima de guerra política antecipada. A definição das candidaturas ao Senado e a montagem das chapas proporcionais prometem transformar os próximos meses em um dos períodos mais intensos da política sul-mato-grossense.

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