Sexta, 12 de Junho de 2026

Inflação dispara em Campo Grande e pesa ainda mais no bolso das famílias

Capital registra uma das maiores altas de preços do país, com aumento da energia, carnes e alimentos básicos ampliando o sofrimento dos consumidores

12/06/2026 às 16h00
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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O custo de vida continua pressionando os moradores de Campo Grande. Enquanto os brasileiros enfrentam uma inflação acima da meta estabelecida pelo Banco Central, a Capital sul-mato-grossense aparece entre as cidades mais afetadas pela alta dos preços, acumulando aumentos expressivos em itens essenciais como energia elétrica, carnes e alimentos básicos.

Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (12) mostram que o IPCA, índice oficial da inflação do país, avançou 0,58% em maio. Apesar de uma leve desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril, o resultado foi o maior para um mês de maio nos últimos cinco anos e fez a inflação acumulada em 12 meses atingir 4,72%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central.

Em Campo Grande, porém, a realidade foi ainda mais dura. A cidade registrou uma das maiores variações do país no período, com inflação de 1,49%, muito acima da média nacional. O resultado coloca a Capital entre os municípios mais impactados pelo avanço do custo de vida.

Os principais responsáveis pela disparada foram justamente itens que fazem parte da rotina das famílias. A energia elétrica residencial teve aumento de 13,30%, enquanto as carnes ficaram 2,61% mais caras. O encarecimento desses produtos se soma à alta nacional de alimentos como batata, tomate e cebola, que seguem pressionando o orçamento doméstico.

O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal vilão da inflação brasileira em maio, respondendo sozinho por metade do índice nacional. Dentro de casa, o consumidor encontrou aumentos expressivos em produtos básicos da mesa dos brasileiros. A batata-inglesa subiu 44,69%, o tomate avançou 20,62% e a cebola registrou alta de 16,80%.

Além dos alimentos, outro fator que ampliou a pressão sobre o orçamento foi a conta de luz. O aumento da tarifa de energia, combinado com a cobrança da bandeira amarela, elevou os gastos das famílias justamente em um momento de desaceleração econômica e perda do poder de compra.

Embora os combustíveis tenham apresentado queda em maio, com redução nos preços da gasolina, do etanol e do diesel, o alívio não foi suficiente para compensar os aumentos registrados em setores considerados essenciais para a população.

O cenário preocupa porque a inflação acumulada no ano já alcança 3,20%, enquanto o índice de 12 meses segue avançando e ultrapassa o limite máximo da meta oficial. Na prática, isso significa que o dinheiro do trabalhador continua perdendo valor, especialmente para quem depende de salários fixos, aposentadorias ou benefícios sociais.

Para os moradores de Campo Grande, a situação é ainda mais sensível. O aumento simultâneo da energia elétrica e dos alimentos básicos atinge diretamente as despesas mais difíceis de cortar do orçamento familiar. Em muitos lares, o desafio tem sido equilibrar as contas diante de um cenário em que produtos indispensáveis consomem uma parcela cada vez maior da renda mensal.

Com a inflação acima da meta e os juros em patamar elevado, o brasileiro segue enfrentando um dos maiores desafios econômicos dos últimos anos: manter o poder de compra em meio a uma escalada de preços que continua afetando principalmente os itens essenciais do dia a dia.

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