
Quando tudo parecia caminhar para uma eliminação precoce, o Brasil mostrou por que é a seleção mais vitoriosa da história das Copas. Na base da superação, da insistência e da emoção até o último lance, a equipe comandada por Carlo Ancelotti derrotou o Japão por 2 a 1, de virada, e garantiu presença nas oitavas de final da Copa do Mundo. O gol salvador de Gabriel Martinelli, aos 50 minutos do segundo tempo, transformou apreensão em êxtase e fez milhões de brasileiros explodirem em comemoração.
O roteiro começou da pior maneira possível. Em um primeiro tempo irreconhecível, a Seleção sofreu com a forte marcação japonesa e pagou caro por um erro defensivo. Kaishu Sano aproveitou a falha de Danilo, acertou um belo chute e colocou os japoneses em vantagem, silenciando a torcida brasileira presente em Houston.
Mas quem conhece a história da camisa amarela sabe que ela nunca deixa de lutar.
Na volta do intervalo, Ancelotti mexeu na equipe, lançou Endrick e deu uma nova cara ao ataque brasileiro. A Seleção passou a sufocar o Japão, empilhou chances e transformou o goleiro Suzuki no principal nome do adversário. Até que a pressão deu resultado. Gabriel Magalhães levantou na área e Casemiro subiu como um gigante para testar firme e empatar a partida, reacendendo a esperança do hexa.
O empate foi apenas o começo. Vinícius Júnior quase marcou um dos gols mais bonitos da Copa após deixar dois marcadores para trás, Bruno Guimarães desperdiçou uma oportunidade inacreditável e o relógio parecia conspirar contra o Brasil. A classificação escapava a cada minuto.
Então veio o lance que ficará marcado neste Mundial.
Já aos 50 minutos dos acréscimos, Bruno Guimarães encontrou Gabriel Martinelli livre na área. O atacante dominou com personalidade, escolheu o canto e bateu com categoria para balançar as redes. Era o gol da classificação. Era o grito preso na garganta de uma nação inteira. Era a explosão brasileira em Houston.
A vitória mantém acesa a caminhada rumo ao tão sonhado hexacampeonato e reforça uma das maiores virtudes da Seleção: jamais desistir. Mesmo pressionado, o Brasil encontrou forças para reagir, mostrou personalidade nos momentos decisivos e escreveu mais um capítulo emocionante na história das Copas do Mundo.
Agora, o desafio continua. O próximo adversário sairá do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, mas uma mensagem já foi enviada aos rivais: o Brasil pode até sofrer, pode até balançar, mas enquanto houver tempo no relógio, a Seleção continuará lutando pelo sonho de levantar a taça e eternizar o hexa.