Domingo, 21 de Julho de 2024
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Agro de SC foi responsável por 64% das exportações em 2022

“O agro é o motor da economia catarinense”, diz secretário estadual de Agricultura

27/03/2023 às 12h33 Atualizada em 27/03/2023 às 12h39
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Agro de SC foi destaque em exportações em 2022
Agro de SC foi destaque em exportações em 2022

Em 2022, o setor produtivo de Santa Catarina obteve um faturamento de US$ 7,5 bilhões, o que representa 64,4% do valor total exportado pelo estado.

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O agronegócio segue como o carro chefe das exportações catarinenses. Os produtos de origem animal são os grandes destaques, seguidos pelos produtos florestais. 

“Temos um setor uma agropecuário eficiente, competitivo e sustentável. E os resultados estão aí. Vamos continuar olhando para o setor com a atenção que ele merece. Investindo cada vez mais no campo e nas pessoas que fazem dele esse grande destaque nacional”, ressaltou o governador Jorginho Mello.

Governador de Santa Catarina, Jorginho Mello

Agronegócio exportações

“O agro é o motor da economia catarinense. Santa Catarina é um estado de excelência, produz alimentos de qualidade e por isso o mundo inteiro vem buscar nossos produtos. Nós vamos continuar assim, melhorando cada vez mais a qualidade para os nossos consumidores para que os produtos cheguem à mesa tanto dos outros países como do consumidor catarinense” ressalta o secretário da Agricultura, Valdir Colatto.

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De acordo com as informações da Secretaria de Agricultura de Santa Catarina, o agronegócio catarinense embarcou 6,5 milhões de toneladas de produtos, principalmente, carne de frango, carne suína, madeiras e obras de madeira e complexo soja.

Além disso, as receitas geradas tiveram uma alta de 8,5% em relação ao ano anterior.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, o resultado demonstra a qualidade da produção catarinense e a capacidade profissional dos agricultores.

“O extraordinário desempenho das exportações catarinenses se deve ao esforço dos produtores rurais e das agroindústrias que conseguem produzir com qualidade e competitividade para chegar a mesa de consumidores de 160 países. Importante destacar a crescente qualificação profissional dos produtores e a contínua incorporação de tecnologias”, destaca.

Produtos de origem animal

O setor de carnes é o grande destaque do agronegócio. Ao todo, foram US$ 4,2 bilhões em receitas, crescimento de 14,6% em comparação a 2021.

Contudo, a carne de frango é o principal produto da pauta de exportações catarinenses, com US$ 2,2 bilhões em faturamento. Seguida pela carne suína, com US$ 1,4 bilhão.

Devido ao cuidado extremo com a saúde animal e à eficiência da cadeia produtiva, Santa Catarina tem acesso aos mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

Produtos florestais

O embarque de madeira, obras de madeira, papel e celulose gerou US$ 2 bilhões de receitas e representa 27,3% do faturamento total do setor agro.

Na área de papel e celulose a alta no faturamento passa de 57,4%

Produtos de origem vegetal

Com uma alta de 9% em relação ao ano anterior, os embarques de frutas, grãos e tabaco tiveram um faturamento de US$ 1,2 bilhão.

As maiores altas foram nas vendas de tabaco (20,2%) e banana (37,4%)

Diferenciais da produção catarinense

Santa Catarina coleciona alguns títulos, sendo eles:

  • Maior produtor nacional de maçã, suínos, cebola, pescados, ostras e mexilhões;
  • Segundo maior produtor de tabaco, palmito, aves, pera e arroz; e
  • Quarto maior produtor de leite.

O estado possui um status sanitário diferenciado, que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo.

É reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne.

Além disso, Santa Catarina, junto com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica.

Com isso, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em parceria com a iniciativa privada e os produtores, mantém um rígido controle das fronteiras e do rebanho catarinense.

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