Domingo, 21 de Julho de 2024
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Ibama poderá apreender 500 mil cabeças de gado no sul do Amazonas

De 2004 à 2018 foi desmatada uma área equivalente a 82 mil campos de futebol

11/04/2023 às 09h20
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A retirada dos criadores de gado das áreas embargadas prejudicará a economia local
A retirada dos criadores de gado das áreas embargadas prejudicará a economia local

Criadores de gado instalados em áreas embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na região de terras do distrito de Santo Antônio do Matupi, no município de Manicoré, Amazonas, estão sendo obrigados a se retirar do local, ocasionando uma migração dos rebanhos para pastos regularizados pelo Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam). 

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O órgão justifica a ação com o intuito de cessar a degradação ambiental e propiciar a recuperação da área degradada.

De acordo com dados do site da Idesam (Conservação e Desenvolvimento Sustentável), o distrito concentra praticamente todo gado do município de Manicoré, com 115 mil cabeças de gado, o que o torna o quarto maior rebanho do Amazonas.

Entre 2004 e 2018, o número aumentou 800%, passando de 12,8 mil para 115 mil animais. No mesmo período, foi desmatada uma área equivalente a 82 mil campos de futebol.

Diante disso, o Ibama determinou o embargo das áreas degradadas e exigiu que os criadores de gado se retirem, contribuindo assim para a recuperação ambiental da região.

O embargo é uma medida preventiva que proíbe a exploração econômica de uma determinada área, seja ela rural ou urbana.

No caso dos criadores de gado em Santo Antônio do Matupi, o embargo se dá pela constatação de que as atividades desenvolvidas na área degradam o meio ambiente e prejudicam a saúde pública.

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A migração dos rebanhos para pastos regularizados pelo Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam) é uma solução viável e legal para o problema.

O Ipaam é responsável por licenciar e fiscalizar as atividades que envolvam o uso de recursos naturais no Estado do Amazonas.

No entanto, é preciso destacar que a retirada dos criadores de gado das áreas embargadas pode gerar consequências negativas para a economia local, uma vez que a atividade pecuária é uma das principais fontes de renda da região.

Por isso, é importante que o governo adote medidas para mitigar os impactos sociais e econômicos decorrentes do embargo.

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