Domingo, 01 de Março de 2026
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Como entender a Reforma Tributária que o Senado deve receber?

Proposta prevê uma unificação de impostos e fundo de R$ 40 bilhões

08/07/2023 às 13h45 Atualizada em 08/07/2023 às 15h13
Por: Fonte: Com informações da Agência Brasil
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Foto: Marcelo Casar Jr./Agência Brasil
Foto: Marcelo Casar Jr./Agência Brasil

No Senado, a discussão continua, onde serão necessários os votos de 49 senadores, ou seja,  três quintos dos parlamentares. Entretanto, um passo enorme foi dado para que a reforma tributária aconteça no Brasil, discussão que deveria ter sido encaminhada e deliberada no Congresso em 1996. Mas deu lugar a outra prioridade, como por exemplo, a definição de reeleição no país. Na Câmara, uma aprovação de texto na última sexta-feira (7), que reformula a tributação sobre o consumo, e que determina mudanças as quais só o tempo irá medir.

A proposta de emenda à Constituição (PEC), caso aprovada em definitivo no Congresso, simplificará e unificará os tributos sobre o consumo e representa apenas a primeira etapa da reforma. O texto unifica duas PECs que tramitaram pelo parlamento nos últimos anos, uma na Câmara e outra no Senado. Nos últimos dias, diversos pontos negociados foram incluídos no texto para facilitar a aprovação.

A principal mudança será a extinção de cinco tributos. Três deles são federais: Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Esses tributos serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a ser arrecadada pela União.

Dois impostos a serem extintos são locais, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), administrado pelos estados; e o Imposto sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios. Em troca, será criado um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, dividido em duas partes. Uma delas será o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que unificará o ICMS e o ISS. A outra parte do IVA será o CBS.

Em troca de mudanças que trarão o fim da guerra fiscal entre os estados, o governo criará um Fundo de Desenvolvimento Regional para financiar projetos de desenvolvimento em estados mais pobres. Inicialmente orçado em R$ 40 bilhões a partir de 2033, o fundo foi um dos principais pontos de embates.

Diversos governadores pediram a ampliação do valor para R$ 75 bilhões, mas o valor foi mantido nos R$ 40 bilhões originais. Em compensação, haverá um novo fundo, também abastecido com recursos da União, para a Zona Franca de Manaus.

A proposta prevê alíquotas reduzidas para alguns setores da economia e abre margem para a criação de um sistema de cashback (devolução de parte do tributo pago), que será regulamentada por lei complementar. O texto também prevê mudanças na tributação sobre patrimônio, com cobrança de imposto sobre meios de transporte de luxo e heranças.

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