Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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Operação Falso Profeta em busca de golpista que fez mais de 50 mil vítimas no DF

Um dos alvos é o líder do grupo, Osório José Lopes, que não foi localizado e é considerado foragido

20/09/2023 às 08h15
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Divulgação/PCDF
Foto: Divulgação/PCDF

Na manhã desta quarta-feira (20) a Polícia do Distrito Federal deflagrou a Operação Falso Profeta para cumprir dois mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão contra uma organização suspeita de aplicar golpes em mais de 50 mil vítimas no DF, e outra unidades federativas e até no exterior.

 

Um dos alvos é o líder do grupo, Osório José Lopes, que não foi localizado e é considerado foragido. O outro procurado não teve o nome divulgado e também não foi preso.

Segundo as investigações, os suspeitos formavam uma rede criminosa muito bem organizada, com estrutura ordenada e divisão de tarefas, especializada no cometimento de diversos crimes, como falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, e estelionatos por meio de redes sociais. As vítimas eram induzidas a investir quantias em dinheiro com a promessa de recebimento futuro de quantias milionárias.

De acordo com o site Metrópoles, os golpistas abordavam as vítimas, em sua grande maioria evangélicas, pelas redes sociais e invocavam uma teoria conspiratória apelidada de “Nesara Gesara” para convencê-las a investir suas economias em falsas operações financeiras ou falsos projetos de ações humanitárias. Havia promessa de retorno financeiro imediato e rentabilidade estratosférica.

O grupo fazia a promessa de que com um depósito de apenas R$ 25 as pessoas poderiam receber de volta nas “operações” o valor de R$ 1 octilhão.O grupo é composto por cerca de 200 integrantes, incluindo dezenas de lideranças evangélicas intituladas pastores, que induzem e mantêm em erro as vítimas, normalmente fiéis que frequentam suas igrejas, para acreditar no discurso de que são pessoas escolhidas por Deus para receber a “bênção”, ou seja, as quantias bilionárias.

Os investigados mantinham empresas “fantasmas” e de fachada, simulando ser instituições financeiras digitais com alto capital social declarado. A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Dot), vinculada ao Departamento de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado (Decor).

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