Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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Desemprego no Brasil atinge 8,6 milhões de brasileiros, apontando para desafios econômicos

Teve um aumento de 6,7% (ou mais 542 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior

30/04/2024 às 09h04
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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A taxa de desemprego do Brasil aumentou para 7,9% no trimestre encerrado em março de 2024, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (30/4). Este crescimento de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, que registrou 7,4%, representa uma reversão na tendência de queda. No entanto, em comparação ao mesmo período de 2023, houve uma redução de 0,9 ponto percentual, quando a taxa foi de 8,8%.

A população desocupada alcançou 8,6 milhões de pessoas, um aumento de 6,7% (ou mais 542 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma queda de 8,6% (ou menos 808 mil pessoas).

No entanto, a população ocupada, que totalizou 100,2 milhões de pessoas, teve uma redução de 0,8% (ou menos 782 mil pessoas) no trimestre, embora tenha crescido 2,4% (ou mais 2,4 milhões de pessoas) no último ano. O nível da ocupação, que representa o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 57%, apresentando uma queda de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e um aumento de 0,9 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A população subocupada, composta por pessoas que gostariam de trabalhar mais horas mas não conseguem, totalizou 5,2 milhões e teve uma queda de 5,2% no trimestre, permanecendo estável em relação ao ano anterior.

Quanto à população fora da força de trabalho, que atingiu 66,9 milhões de pessoas, houve um aumento de 0,9% no trimestre e estabilidade em relação ao ano anterior. A população desalentada, por sua vez, permaneceu estável em relação ao trimestre anterior e teve uma queda de 7,1% em comparação com o ano anterior, totalizando 3,6 milhões de pessoas.

No setor privado, o número de empregados com carteira de trabalho (excluindo trabalhadores domésticos) permaneceu estável no trimestre, mas cresceu 3,5% no ano, atingindo 37,984 milhões de pessoas. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) permaneceu estável no trimestre e aumentou 4,5% no ano.

Os trabalhadores por conta própria totalizaram 25,4 milhões de pessoas, mantendo-se estáveis tanto em comparação trimestral quanto anual. O número de empregadores também permaneceu estável em ambas as comparações, com 4,1 milhões de pessoas. Por outro lado, o número de trabalhadores domésticos (5,9 milhões) diminuiu 2,3% no trimestre, mas aumentou 3,5% no ano.

No setor público, o número de empregados (12,0 milhões) teve uma queda de 1,5% no trimestre, mas permaneceu estável no ano. A taxa de informalidade foi de 38,9% da população ocupada, contra 39,1% no trimestre anterior e 39% no mesmo trimestre de 2023.

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*Com informações Metrópoles

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