Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
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Petrobras demite 30 funcionários ligados a Prates em reestruturação rápida

Ação coordenada visa desvincular rapidamente os colaboradores ligados ao ex-presidente da estatal em meio a mudanças na gestão

17/05/2024 às 09h26
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Petrobras está passando por uma fase de reestruturação após a demissão de Jean Paul Prates, determinada pelo presidente Lula (PT). Cerca de 30 funcionários de confiança do ex-presidente da estatal foram rapidamente desligados em uma ação coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), evidenciando uma mudança brusca na gestão da empresa.

A velocidade das demissões foi considerada atípica para a Petrobras, indicando um esforço para desvincular todos os nomes associados a Prates "o mais rápido possível", conforme relatos do jornal O Estado de S. Paulo. O processo começou com a saída de Sérgio Caetano Leite, diretor financeiro, e João Paulo Madruga, gerente-executivo de Relações Institucionais, seguido pelo desligamento de outros funcionários da mesma gerência e assessores diretos de Prates.

Fontes revelaram ao Estadão que as demissões de Caetano Leite e Madruga foram decididas pelo Conselho em reunião na quarta-feira, dia 15, enquanto outras demissões ocorreram devido à não renovação de contratos, representando uma decisão administrativa.

Com a nomeação de Magda Chambriard como nova presidente da estatal, era esperado que os contratos associados a Prates fossem encerrados para permitir a nomeação de novos funcionários. No entanto, a transição foi mais abrupta do que o usual, sem uma renovação temporária de contratos para facilitar a transferência de informações.

A Petrobras declarou que Chambriard assumirá o cargo imediatamente após ser eleita conselheira e nomeada presidente pelo Conselho, sem a necessidade de uma assembleia de acionistas. Essa mudança evidencia a tensão entre Prates e o Ministério de Minas e Energia, especialmente com Pietro Mendes, presidente do Conselho de Administração e secretário de petróleo e gás do MME.

Uma fonte próxima à empresa descreveu essa situação como uma "guerra fria" de narrativas e manobras que culminaram na destituição de Prates, destacando a complexidade das relações entre a estatal e o governo federal.

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