Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
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Deputados bolsonaristas criticam STF por contratar serviço de monitoramento de redes sociais

Contrato inclui análise de postagens positivas e negativas sobre a Corte, similar ao modelo buscado por Arthur Lira na Câmara dos Deputados

21/06/2024 às 10h25
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Deputados bolsonaristas têm manifestado críticas contundentes contra o Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação de que a Corte contratou um serviço de monitoramento de redes sociais. O contrato em questão prevê a análise de postagens tanto positivas quanto negativas relacionadas ao STF, em um modelo semelhante ao que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, tentou implementar no início deste ano, atualmente em espera de licitação.

O serviço contratado pelo STF também é utilizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), focando no acompanhamento de conteúdo jornalístico e nas redes sociais que abordam temas ligados aos poderes públicos.

Segundo os deputados bolsonaristas, a contratação do serviço pelo STF levanta questões sobre a finalidade e a transparência do monitoramento de informações na esfera judicial. Eles argumentam que o mesmo tipo de serviço, quando proposto para a Câmara dos Deputados, enfrentou críticas e resistências, culminando na paralisação da licitação.

Arthur Lira, presidente da Câmara, buscava implementar um sistema semelhante para monitorar a repercussão de temas legislativos e a imagem da Casa perante a opinião pública. No entanto, o projeto foi interrompido diante de questionamentos sobre a privacidade dos dados e o uso ético das informações coletadas.

A controvérsia em torno do monitoramento de redes sociais evidencia um embate recorrente entre os poderes Legislativo e Judiciário quanto à transparência e ao uso de recursos públicos para análise de opiniões e posicionamentos expressos online. Enquanto o STF defende a necessidade de acompanhar o debate público para melhor compreender o impacto de suas decisões, parlamentares críticos argumentam que tais iniciativas podem ferir princípios democráticos e individuais de liberdade de expressão.

O tema promete continuar gerando debate no Congresso Nacional, à medida que se discute não apenas o monitoramento em si, mas também os limites éticos e legais dessa prática no contexto das instituições democráticas do país.

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