Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
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TCU investiga licitação do STF para monitoramento de redes sociais

Ministério Público junto ao TCU solicita apuração sobre processo de contratação para monitoramento online do Supremo

24/06/2024 às 12h15
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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O Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou um procedimento para investigar o processo licitatório do Supremo Tribunal Federal (STF) destinado ao monitoramento online e em tempo real da presença digital da Corte nas redes sociais. A investigação foi solicitada pelo Ministério Público junto ao TCU após a abertura da licitação pelo STF para contratar uma empresa especializada nesse serviço.

O pacote de serviços inclui alertas por mensagem instantânea, relatórios analíticos diários, semanais e mensais, boletins eventuais e a elaboração de um plano mensal de ação estratégica para atuação em redes sociais. O STF justifica que essa contratação é um complemento ao serviço de clipping da Corte, visando mostrar a evolução da imagem do STF, identificar assuntos relevantes nas redes sociais, classificar registros e sugerir melhorias na comunicação com o público.

O subprocurador-geral Lucas Furtado foi responsável pela solicitação ao TCU, que agora está sob a relatoria do ministro Jhonatan de Jesus. O tribunal costuma abrir procedimentos após denúncias relacionadas a gastos públicos, como é o caso desta licitação do STF.

As propostas das empresas interessadas foram entregues em 14 de junho, e o processo está na fase de análise recursal. O STF prevê um gasto de até R$ 344 mil por ano para o serviço, que abrangerá plataformas como Instagram, TikTok, Facebook, Twitter, YouTube, LinkedIn e blogs, com relatórios entregues diariamente às 8h e às 22h.

Essa iniciativa do Supremo faz parte de um acordo recente com gigantes da tecnologia como YouTube, Google, Meta (controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp), TikTok, Microsoft e Kwai, visando combater a disseminação de desinformação nas redes sociais.

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*Com informações Terra Brasil

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