
O Brasil continua enfrentando elevados índices de casos de dengue, mesmo com evolução e intensificação das ações de controle. Segundo o Ministério da Saúde, o país ultrapassou a marca de mais de 1 milhão de casos prováveis da doença em 2025, com 681 óbitos confirmados e centenas de mortes ainda sob investigação.
Além disso, de acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, os custos estimados ao sistema público de saúde com internações por dengue e chikungunya entre 2015-2024 chegaram a cerca de R$ 1,2 bilhão.
Diante desse cenário, torna-se ainda mais importante investir em medidas concretas de prevenção, e um dos aliados na luta contra o vetor da dengue é o uso adequado de contêineres de lixo.
Os contêineres tradicionais, quando bem utilizados, oferecem duas vantagens importantes: vedação eficaz que impede a entrada dos mosquitos adultos e estrutura que evita o acúmulo de água da chuva, condição fundamental para que o Aedes aegypti prolifere. No ambiente urbano, eliminar focos de água parada é uma das prioridades listadas pelo Ministério da Saúde.
De acordo com Maiara Cantanhede, supervisora de projetos da Contemar Ambiental, empresa especializada em conteinerização no Brasil, a conscientização da população e dos gestores é fundamental para que a conteinerização cumpra seu papel na prevenção da dengue.
"É essencial manter o contêiner sempre com a tampa fechada, evitar que a chuva entre e garantir que o volume de resíduos não cause transbordamentos ou obstruções que gerem pontos de acúmulo de água. Além disso, a adoção de sistemas de coleta regulares auxilia na remoção frequente de resíduos e, consequentemente, na redução de ambientes propícios ao mosquito", explica Maiara.
Segundo ela, entre os benefícios adicionais do uso correto de contêineres de lixo estão:
Medidas recomendadas para prevenção da dengue:
A participação ativa da população, aliada ao investimento em infraestrutura de resíduos e sistemas de gestão ambiental urbanos, pode ajudar a reduzir significativamente a incidência da dengue, sobretudo nas regiões mais afetadas, como a Região Sudeste, que concentra grande parte dos casos registrados em 2025. Essa abordagem está alinhada às diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam que o manejo adequado de resíduos sólidos, a eliminação de focos de água parada e a conscientização comunitária são estratégias essenciais para interromper o ciclo de reprodução do Aedes aegypti e prevenir surtos da doença.