
O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva chega cada vez mais pressionado por uma realidade econômica que destrói o discurso otimista vendido pelo Palácio do Planalto. Enquanto o governo insiste em falar em crescimento, o setor produtivo brasileiro enfrenta um cenário de sufocamento financeiro, juros abusivos, crédito travado e explosão histórica de empresas quebrando no país.
Os números escancaram o tamanho do desastre. Dados da Serasa Experian mostram que 2025 registrou o maior volume de empresas em recuperação judicial da história recente do Brasil. Foram 2.466 companhias buscando proteção judicial para sobreviver, alta de 13% em relação ao ano anterior.
O problema vai muito além das estatísticas frias. O colapso atingiu empresas tradicionais, marcas históricas e grupos gigantes do varejo nacional. O Grupo Pão de Açúcar, símbolo do varejo brasileiro durante décadas, precisou renegociar bilhões em dívidas após sucessivos prejuízos e deterioração financeira.
A Bombril, uma das marcas mais conhecidas da indústria nacional, também entrou em recuperação judicial afundada em passivos bilionários. Já a tradicional Brinquedos Estrela virou retrato da decadência do consumo interno e da incapacidade da economia reagir diante do crédito caro e da perda do poder de compra das famílias.
O cenário desmonta a narrativa do governo Lula de que o país estaria vivendo um “momento extraordinário” na economia. Na prática, empresários relatam justamente o contrário: insegurança regulatória, carga tributária sufocante, descontrole fiscal e um ambiente hostil para investir e produzir.
O senador Rogério Marinho afirmou que o governo criou um ambiente econômico tóxico ao setor produtivo, marcado pelo “elevado custo do dinheiro” e pela irresponsabilidade fiscal.
Já o deputado Marcel van Hattem disparou contra o governo petista ao afirmar que os números atuais superam até crises históricas recentes, como a recessão da era Dilma Rousseff e os impactos econômicos da pandemia.
Os dados mostram ainda uma mudança brutal de trajetória econômica. Após anos consecutivos de queda nos pedidos de recuperação judicial entre 2017 e 2022, os números explodiram justamente após a volta do PT ao poder.
Além das empresas em recuperação, o Brasil também atingiu recorde de inadimplência corporativa. Segundo dados compartilhados pela própria Serasa, o país encerrou 2025 com quase 9 milhões de empresas endividadas, acumulando mais de R$ 213 bilhões em dívidas negativadas.
Economistas apontam que o governo Lula agravou a crise ao insistir em aumento de gastos públicos, pacotes eleitoreiros e medidas populistas enquanto o mercado reage com desconfiança, juros elevados e retração do crédito.
O resultado já aparece nas ruas: empresas fechando portas, indústrias desacelerando, consumo travado e investidores cada vez mais receosos com o rumo da economia brasileira.
Nos bastidores do mercado financeiro, cresce o temor de que o próximo governo encontre um país ainda mais pressionado fiscalmente, com dívida crescente, confiança em queda e necessidade urgente de ajuste econômico.
Enquanto o Planalto tenta vender a imagem de prosperidade, o setor produtivo vive uma realidade muito diferente — e cada nova recuperação judicial se transforma em mais um símbolo do desgaste econômico do governo Lula.