Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
Publicidade

PF diz que PCC planejou “missão” contra Lira e Pacheco

Investigadores descobriram o levantamento dos endereços durante a apuração do plano para sequestrar o senador Sergio Moro (União/PR)

07/12/2023 às 18h07
Por: Tatiana Lemes
Compartilhe:
https://chat.whatsapp.com/BS4z7Ns7kVC42th2i1gkOY
https://chat.whatsapp.com/BS4z7Ns7kVC42th2i1gkOY

Membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) monitoraram os endereços em Brasília dos presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), de acordo com a Polícia Federal. Relatórios de inteligência da corporação e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apontaram que a facção criminosa planejava uma “missão” contra os parlamentares.

Investigadores descobriram o levantamento dos endereços durante a apuração do plano para sequestrar o senador Sergio Moro (União/PR). O PCC também enviou um grupo de integrantes para iniciar a missão, conforme o Ministério Público.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, o PCC enviou integrantes da facção que formam a “célula Restrita”, uma espécie de grupo de elite da organização criminosa destacado para operações de alto risco, para Brasília para cumprir a “missão” na capital federal.

Ao apreender o celular de um dos alvos da investigação, a PF encontrou fotos aéreas das residências oficiais de Lira e Pacheco e comentários sobre os imóveis.

Em março, a PF deflagrou a Operação Sequaz para desarticular o plano contra Moro e prendeu nove suspeitos. Na época, a corporação afirmou que o grupo pretendia cometer crimes como homicídios e extorsão contra autoridades mediante sequestro no Distrito Federal e nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

O Ministério Público de São Paulo considerou que as informações coletadas “demonstram que houve determinação da cúpula para que esse setor do PCC, a célula Restrita, realizasse esses levantamentos das referidas autoridades da República”. A ordem para que os membros do PCC agissem teria sido dada, em maio, por um dos integrantes do grupo que foi preso por articular o plano contra o ex-juiz da Lava Jato.

O relatório do Ministério Público de São Paulo apresentou anotações sobre as despesas feitas por membros do grupo, como gastos com aluguel de imóvel em Brasília. Segundo o documento, em dois meses, os integrantes do PCC gastaram cerca de R$ 44 mil para a compra de aparelhos celulares, aluguel de imóvel, transporte, seguro, IPTU, alimentação, hospedagem, mobília do imóvel, compra de eletroeletrônicos, entre outros.

“É possível verificar ainda que o dinheiro gasto com a missão estava sendo fornecido pela FM Baixada, célula que gerencia os pontos de venda de droga da organização no litoral paulista e Vale do Paraíba”, diz o relatório do Ministério Público.

Em setembro, a Justiça Federal do Paraná aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público contra os nove acusados de planejar o sequestro de Moro, que foram alvos da operação em março. De acordo com a PF, o grupo chegou a investir quase R$ 3 milhões para efetuar o plano contra o senador.

Receba as principais notícias do Brasil pelo WhatsApp. Clique aqui para entrar na lista VIP do WK Notícias. 

*Com informações site Terra

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro
Política Há 3 meses Em Brasil

Quando a Justiça abandona os fatos: audiência de custódia transforma hipóteses em provas contra Bolsonaro

A manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro expôs um movimento preocupante: a substituição de fatos por suposições como base para decisões judiciais. Mesmo após esclarecer tecnicamente a questão da tornozeleira e negar qualquer intenção de fuga, a audiência de custódia tratou cenários hipotéticos como verdades consolidadas. O resultado é uma medida extrema sustentada mais pelo ambiente político e midiático do que por elementos concretos.
A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro
Política Há 3 meses Em Brasil

A Cortina de Fumaça da Tornozeleira: o enredo oculto por trás da prisão de Bolsonaro

Enquanto manchetes repetem uma versão simplificada, os documentos, a cronologia e o silêncio sobre relações sensíveis revelam que a tornozeleira pode ter sido apenas o álibi conveniente para uma decisão já tomada.
O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?
Política Há 3 meses Em Brasil

O silêncio ensurdecedor sobre o Banco Master: por que ninguém pergunta sobre a ligação com a família de Alexandre de Moraes?

Enquanto o debate nacional se concentra na tornozeleira de Bolsonaro, relações profissionais sensíveis entre parentes do ministro do STF e um grande banqueiro seguem intocadas. É apenas coincidência — ou parte de uma cortina de fumaça muito conveniente?
 Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.
BANCO MASTER Há 3 meses Em Brasil

Crise BRB–Banco Master se agrava: liquidação, afastamentos e a missão de Temer expondo fragilidade política para Celina e Ibaneis.

Após a prisão do controlador do Banco Master e a liquidação da instituição pelo Banco Central, veio à tona que o ex-presidente Michel Temer foi contratado pelo banco para tentar negociar uma solução com o BC. O escândalo levou ao afastamento da cúpula do BRB, alimentou pedidos de CPI e pode ampliar o desgaste político para Celina Leão e Ibaneis Rocha no DF.