Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
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Operação "Abin Paralela": PGR contrária à prisão de cinco pessoas, mas STF autoriza ação

Decisões divergentes geram debate sobre justiça e direitos no Brasil

12/07/2024 às 09h27
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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Uma nova reviravolta agita o cenário político e judicial do Brasil com a operação "Abin Paralela", que resultou na prisão de cinco investigados, apesar das recomendações contrárias da Procuradoria-Geral da República (PGR). O Procurador-Geral, Paulo Gonet, argumentou contra a prisão preventiva, citando a falta de evidências recentes de atividades ilícitas que justificassem tal medida. No entanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou as prisões, que foram efetuadas pela Polícia Federal durante a 4ª fase da operação Última Milha.

Além das prisões, foram impostas medidas cautelares como proibição de sair do país e apreensão de passaportes, visando garantir a aplicação da lei penal e a ordem pública durante as investigações em curso.

Por que a PGR se opôs às prisões preventivas?

A posição da PGR baseou-se na ausência de novas evidências de atividades criminosas recentes, defendendo medidas alternativas à prisão, como restrições de direitos e monitoramento eletrônico, que poderiam assegurar o andamento legal do caso.

Impacto político e social das decisões judiciais

A discrepância entre as decisões da PGR e do STF levanta questões sobre os critérios para imposição de prisões preventivas e medidas cautelares, além de suscitar debates sobre a influência política nas decisões judiciais. Segundo o STF, as ações de monitoramento ilegal realizadas por membros da Abin destacam a gravidade dos crimes, que, apesar de menos visíveis, impactam profundamente a ordem pública e a integridade institucional.

Este caso em desenvolvimento exemplifica as complexas dinâmicas entre os poderes do Estado e a responsabilidade dos órgãos envolvidos em garantir não apenas a ordem pública, mas também a justiça e o devido processo legal. As próximas etapas serão cruciais para entendermos melhor as interações entre justiça, política e direitos dos investigados.

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*Com informações Terra Brasil

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