Quinta, 01 de Janeiro de 2026

“Frouxo e pau mandado”: Malafaia detona Hugo Motta e Lula em crítica explosiva

Pastor acusa aliança entre Congresso e STF de perseguir conservadores e blindar a esquerda

24/04/2025 às 23h08 Atualizada em 24/04/2025 às 23h09
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
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Em uma declaração incendiária, o pastor Silas Malafaia desferiu críticas contundentes ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por sua decisão de adiar a votação do requerimento de urgência para o projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Malafaia classificou Motta como "frouxo" e "acomodado com Lula e o STF", além de acusá-lo de desrespeitar a vontade da maioria dos parlamentares.

“Esse aí é um frouxo, covarde, acomodado com Lula, Alexandre de Moraes e o STF. Ele não respeita a decisão da maioria. Ele não respeita nada”, disparou o pastor.

A decisão de Motta, tomada após reunião com líderes partidários e um jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi justificada como uma tentativa de evitar uma crise entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Contudo, Malafaia não comprou essa explicação. “O que anistia tem a ver com o STF, com o governo Lula? Isso pertence ao Congresso”, questionou, reiterando que a medida é fruto de "medo de Bolsonaro".

Críticas ao STF e comparações históricas

Malafaia ainda comparou a atual resistência à anistia com o passado, citando a concessão de anistia a militantes de esquerda. “Vergonha da esquerda, que lutou por anistia de assassinos, guerrilheiros, terroristas, assaltantes de bancos, sequestradores de embaixadores. Hoje, na maior cara de pau, não querem anistiar quem não deu golpe nenhum”, afirmou.

As declarações do pastor refletem um crescente descontentamento entre líderes bolsonaristas e aliados conservadores diante da decisão de Hugo Motta. Segundo apurações, a proposta pode ser reformulada para excluir os supostos mandantes dos atos, mas esse movimento ainda não acalmou as críticas.

Pressão interna e reações explosivas

No PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o clima é de revolta. O deputado Sóstenes Cavalcante, aliado de Malafaia, ameaçou rompimento com Motta e insinuou obstrução nas comissões da Câmara.

Para Malafaia, a postura do Congresso e do governo é um ataque direto a Bolsonaro e aos conservadores. "Narrativas mentirosas, sem prova de golpe, mantêm pessoas inocentes na cadeia, enquanto essa escória da política se perpetua", concluiu, em referência a Motta e Lula.

Enquanto isso, partidos de esquerda e governistas permanecem firmes contra a proposta, argumentando que a anistia representaria um retrocesso democrático. O embate evidencia a tensão latente entre os Poderes, com Hugo Motta no centro de uma tempestade política que promete se intensificar.

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