Quarta, 08 de Julho de 2026

Bastidores pegam fogo: convenções prometem virar o xadrez político de Mato Grosso do Sul

Com alianças ainda em construção e disputas internas longe do fim, partidos entram na reta decisiva para homologar candidaturas, sacramentar chapas e definir o desenho da corrida eleitoral em MS

08/07/2026 às 14h00
Por: Tatiana Lemes
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Faltando poucas semanas para o início oficial da campanha eleitoral, os principais partidos e federações de Mato Grosso do Sul iniciam a fase mais decisiva das articulações políticas. Entre os dias 27 de julho e 5 de agosto, as convenções estaduais vão oficializar candidaturas, confirmar alianças e definir a estratégia das legendas para a disputa de 4 de outubro, encerrando meses de negociações de bastidores e dando início à corrida eleitoral propriamente dita. As convenções fazem parte do calendário oficial da Justiça Eleitoral e são obrigatórias para a homologação dos candidatos.

O calendário será aberto pelo PT, que marcou sua convenção para o dia 27 de julho. Na sequência, PSDB e a Federação União Progressista — formada por PP e União Brasil — trabalham com a possibilidade de realizar seus encontros no dia 31. Entretanto, a tendência é que o bloco governista concentre todas as convenções em 1º de agosto, data já escolhida pelo PL, MDB e Republicanos.

A estratégia busca demonstrar unidade em torno da candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel e fortalecer um único palanque para os partidos aliados. A presidente estadual do PP, senadora Tereza Cristina, ainda discute o melhor formato para consolidar esse movimento político.

O encerramento do calendário ficará com o Partido Novo, que agendou sua convenção para 5 de agosto. A partir daí, as siglas terão até 15 de agosto para registrar oficialmente seus candidatos junto à Justiça Eleitoral, que verificará requisitos como filiação partidária, domicílio eleitoral, regularidade dos direitos políticos, cumprimento da Lei da Ficha Limpa e das cotas de gênero previstas na legislação.

PL chega à convenção com impasse para o Senado

Entre todas as legendas, o PL concentra uma das disputas internas mais acompanhadas da política sul-mato-grossense. Embora a candidatura de Reinaldo Azambuja ao Senado esteja consolidada, o segundo nome da chapa ainda movimenta intensas negociações.

Nos bastidores, a tendência é que o partido confirme o ex-deputado Capitão Contar, apontado como o melhor colocado nas pesquisas internas utilizadas como critério pela direção nacional. Reinaldo Azambuja afirma que a legenda deverá respeitar o compromisso firmado de escolher os candidatos com base nos levantamentos realizados pelo partido.

Ao mesmo tempo, a Executiva Nacional tenta convencer o deputado federal Marcos Pollon a disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados. A avaliação é que sua permanência na chapa proporcional amplia significativamente as chances de o PL aumentar sua bancada federal em Mato Grosso do Sul.

Chapa federal ainda preocupa dirigentes

Além da definição do Senado, a formação da nominata de deputados federais tornou-se prioridade para o comando estadual do PL. A missão é considerada estratégica porque o número de parlamentares eleitos influencia diretamente o fundo partidário, o tempo de propaganda eleitoral e o peso político da legenda em Brasília.

O cenário, porém, apresenta desafios. A inelegibilidade do vereador Rafael Tavares, a indefinição sobre uma eventual candidatura de Neno Razuk e a resistência de Pollon em deixar a disputa pelo Senado reduziram o leque de opções do partido.

Hoje, nomes como Rodolfo Nogueira e a deputada estadual Mara Caseiro aparecem entre os principais pré-candidatos à Câmara Federal, enquanto a direção trabalha para fortalecer uma chapa competitiva capaz de ampliar a representação da legenda nas eleições deste ano.

Com a realização das convenções, a política sul-mato-grossense deixará definitivamente a fase das especulações. As decisões tomadas pelos partidos nas próximas semanas definirão o desenho das chapas, consolidarão alianças e marcarão o início oficial da disputa pelo comando político de Mato Grosso do Sul e pelas vagas no Congresso Nacional.

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